Flagrada explorando trabalho escravo, Renner justifica com terceirização

A terceirização na maioria dos casos é uma maneira legal que as empresas encontraram para precarizar as relações de trabalho. Precarizar no caso, pode significar salários ínfimos de categorias diferenciadas com Sindicatos submissos aos interesses do capital. No caso das confecções as empresas foram mais longe. Na “cadeia produtiva” se utilizam de trabalho escravo escancaradamente. A Renner não é a primeira, nem será a ultima. Mas a justificativa que a Renner deu em nota é a mais descarada possível. Segundo a Renner, a Oficina de Costura Letícia Paniágua Verdugues, contratada por dois fornecedores da Lojas Renner – as indústrias têxteis nacionais Kabriolli e Betilha –, teria descumprido as leis trabalhistas.

Como assim? As marcas são da Renner, mas a Renner contrata uma outra empresa que subcontrata outras empresas? Maracutaia explicita. É “quarteirização”. E quem paga a conta são os trabalhadores que perdem direitos, ou pior ainda, são submetidos a escravidão em pleno século 21. Clica nos Links abaixo e acessa matérias deste ano sobre trabalhos escravo vinculado a grandes lojas e grifes. Tudo ocorrendo ali em São Paulo.

Fonte: Assessoria de comunicação do MTE e revista Carta Capital.